Medida confunde festas ilegais e barulho de carros de som com funcionamento normal de estabelecimentos
A vereadora Marcela Trópia (Novo) avalia que a proposta de limitar o funcionamento de bares, distribuidoras e adegas de Belo Horizonte até às 23h não resolve os reais problemas de convivência urbana. Segundo ela, a medida não distingue barulho abusivo de festas ilegais, muitas vezes com carros de som, do funcionamento normal dos estabelecimentos que fazem parte da vida cultural da cidade.
“Retroceder no horário de funcionamento do comércio significa limitar a liberdade econômica de diversos negócios e prejudicar quem trabalha em horários alternativos. Todos têm direito de trabalhar e de se divertir”, afirma Marcela Trópia.
Como presidente da Comissão Especial encarregada de modernizar o Código de Posturas, a vereadora reforça que os estudos da comissão buscaram soluções equilibradas, com ampla escuta à população – moradores, comerciantes e especialistas – para conciliar vida noturna, lazer, desenvolvimento econômico e qualidade de vida.
A economia noturna de Belo Horizonte é diversa e gera emprego e renda, sendo possível conviver com uma gastronomia viva e com respeito à vizinhança. O reconhecimento oficial do Comida di Buteco no calendário municipal, por meio de projeto da vereadora, ilustra que políticas públicas devem valorizar a vocação cultural da cidade sem punir o lazer legítimo.
“Belo Horizonte tem nos botecos um dos símbolos da sua identidade. Políticas públicas precisam surgir do diálogo e da inovação, e não de medidas que confundem barulho de carro de som com o funcionamento normal de um estabelecimento comercial, prejudicando a economia e a convivência urbana”, conclui Marcela Trópia.