A operação da Polícia Federal realizada hoje para investigar contratos da Lagoa da Pampulha apenas confirma aquilo que sempre alertei: os mesmos problemas de sempre, tratados com as mesmas soluções de sempre, não vão gerar resultados diferentes. A CPI da Lagoa, em 2023, na legislatura passada, já havia apontado falhas graves na condução desse tema. A forma como foi encerrada, inclusive com a derrubada do relatório final, já indicava que, além da poluição, havia algo muito errado acontecendo na Lagoa da Pampulha.
É preciso romper com esse histórico e abrir espaço para alternativas inovadoras, mais baratas e eficazes. Projetos como as caravelas ecológicas, desenvolvidas por uma startup de Curitiba, mostram que é possível diagnosticar e tratar o problema da Lagoa de forma muito mais rápida e eficiente.
O que a cidade não tolera mais é ser refém de contratos milionários que não entregam os resultados prometidos.
Já está em curso um novo acordo com a Copasa, fruto das recomendações da CPI, mas é fundamental aproveitar esse momento para diversificar as iniciativas. O Marco Municipal das Startups, que aprovamos na Câmara, dá ao Poder Público a possibilidade de contratar empresas de base tecnológica e ampliar o leque de opções no enfrentamento de desafios históricos como o de despoluição da Pampulha. A atual gestão tem, assim, a oportunidade de abrir espaço para alternativas inovadoras, mais baratas e eficazes.
Nosso principal cartão-postal merece esse cuidado e essa mudança de rumo.
Marcela Trópia
Vereadora de Belo Horizonte (Novo)