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  • Marcela Trópia também cobra explicações sobre redução de ISS para bets e questiona empréstimos de R$ 900 milhões

    A vereadora Marcela Trópia (Novo) apresentou dois requerimentos à Prefeitura de Belo Horizonte solicitando informações detalhadas sobre temas estratégicos e de grande impacto fiscal para a cidade. O primeiro trata do projeto de lei enviado pelo Executivo que propõe a redução da alíquota do ISSQN de 5% para 2% para empresas de apostas, bingos, loterias e congêneres. O segundo requer esclarecimentos sobre três projetos de lei que preveem a contratação de empréstimos que somam mais de R$ 900 milhões junto ao BID e ao BNDES.

    Marcela Trópia chama atenção para pontos técnicos ainda não esclarecidos pela Prefeitura sobre a redução do ISS para as chamadas “bets”. Entre eles, estão os estudos econômicos que fundamentam a proposta, as projeções de arrecadação, os riscos sociais do estímulo à atividade de apostas e as contrapartidas previstas para mitigar os efeitos da ludopatia, termo clínico utilizado para descrever o vício em jogos de azar.

    “Não podemos tomar decisões com base em suposições. A Prefeitura precisa apresentar dados concretos sobre os impactos econômicos, sociais e fiscais dessa medida, que pode ter desdobramentos significativos para a cidade”, afirma a vereadora.

    Além disso, Trópia pediu informações detalhadas sobre os três projetos de lei (401, 402 e 403/2025) que autorizam a Prefeitura a contratar operações de crédito que totalizam mais de R$ 900 milhões para os programas BH Verde Azul e BH Resiliente. A vereadora cobra mais transparência sobre os planos de execução, metas de desempenho, situação da dívida do município, fontes alternativas de financiamento e impactos de longo prazo no orçamento da capital.

    “Estamos falando de quase R$ 1 bilhão em novas dívidas, que se somam a um cenário de déficit primário já previsto para os próximos anos. É nosso dever fiscalizar, exigir responsabilidade e garantir que o dinheiro público seja bem aplicado”, destaca Trópia.

    Os requerimentos foram protocolados no dia 28 de julho na Comissão de Orçamento e Finanças Públicas da Câmara Municipal de Belo Horizonte, da qual a vereadora faz parte. Ambos já foram encaminhados à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Fazenda.

  • Audiência pública na Câmara de BH debate infraestrutura e futuro das corridas de rua na capital

    Com participação de atletas, organizadores e poder público, encontro será nesta quarta-feira (30/7), e discute desde entraves para realização de provas até expectativas para a Maratona Oficial de Belo Horizonte

    A Câmara Municipal de Belo Horizonte realiza nesta quarta-feira (30), às 9h30, uma audiência pública para discutir os desafios enfrentados por atletas, organizadores e gestores públicos em relação à prática das corridas de rua na capital mineira. A reunião, solicitada pela vereadora Marcela Trópia (Novo), será no plenário Helvécio Arantes e deve reunir representantes do Executivo municipal, federações esportivas, organizadores de provas, assessorias de corrida e corredores amadores.

    A proposta da audiência é abordar entraves históricos enfrentados por quem promove ou pratica corrida de rua na cidade – uma modalidade que cresce de forma espontânea, mas esbarra em gargalos estruturais e burocráticos. Entre os principais temas estão as dificuldades para o licenciamento de eventos, falta de integração entre os órgãos municipais e a carência de infraestrutura urbana adequada para a prática esportiva.

    “Cuidar da corrida de rua é cuidar da cidade. Buracos, iluminação precária, ausência de banheiros públicos e bebedouros em locais de treino comprometem a experiência do corredor e revelam a urgência de uma política pública mais integrada para o esporte”, afirma a vereadora Marcela Trópia, que também é corredora e defende a inclusão da corrida na agenda de saúde, mobilidade e turismo da cidade.

    A prática, que reúne semanalmente milhares de corredores nos bairros e parques da capital, se vê limitada por fatores como pistas danificadas, trechos escuros, insegurança e ausência de apoio institucional. Já os organizadores relatam burocracia excessiva, exigências desproporcionais e falta de clareza nos processos de autorização junto à Prefeitura.

    Entre os convidados confirmados para o debate estão os secretários municipais de Esportes, Política Urbana e Saúde; representantes da Belotur, BHTrans, Polícia Militar, Federação Mineira de Atletismo, Conselho Regional de Educação Física, Guarda Municipal, além de atletas profissionais e amadores.

    A pauta da audiência também inclui a discussão sobre a criação de um calendário oficial de corridas na cidade, com regras mais claras para o licenciamento de provas, além da possibilidade de investimentos em infraestrutura – como pistas públicas, iluminação e segurança — via emendas parlamentares.

    Maratona oficial em 2026 – O anúncio recente da Maratona Oficial de Belo Horizonte, marcada para 17 de maio de 2026, também deve pautar os debates. Confirmado pela Prefeitura, o evento é considerado uma conquista importante para o cenário esportivo da capital e atende a uma demanda antiga da comunidade de corredores, que há anos reivindica uma prova oficial com percurso rápido e homologado, capaz de garantir índice para majors internacionais.

    Com a estreia da maratona prevista para o próximo ano, espera-se que Belo Horizonte entre de vez no mapa nacional e internacional das corridas de rua. A prova será realizada pelo coletivo BairrosBH, e os detalhes do evento serão divulgados em coletiva marcada para 7 de agosto.

    “Mais do que um evento esportivo, a maratona é a expressão de uma cidade que valoriza o esporte, a saúde e o uso democrático do espaço urbano. Queremos construir esse cenário com quem vive a corrida no dia a dia”, afirma Trópia. A audiência é aberta ao público e será transmitida ao vivo pelos canais da Câmara Municipal.

    Informações para a imprensa: Saulo Penaforte (31) 9 9683 5270

  • Audiência pública na Câmara de BH vai discutir escassez de ônibus noturnos e impactos sobre economia local

    Setor de bares e restaurantes aponta dificuldades para manter operações no período da noite; cidade ostenta título da Unesco como polo gastronômico, mas carece de infraestrutura de mobilidade

    A Câmara Municipal de Belo Horizonte realiza nesta quinta-feira (24) uma audiência pública para discutir a deficiência do transporte coletivo durante o período noturno na capital mineira. Convocada pelos vereadores Marcela Trópia (Novo)[1] [2] , Helton Junior (PSD), Iza Lourenço (PSOL) e Luiza Dulce (PT) a reunião pretende reunir no Plenário Helvécio Arantes, a partir das 13h30, representantes do poder público, empresários do setor de bares e restaurantes, especialistas em mobilidade e sociedade civil para debater soluções para a baixa oferta de ônibus entre 22h e 5h.

    A pauta ganha relevância diante do papel estratégico que a noite desempenha na economia da capital mineira. Belo Horizonte detém o título de Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela Unesco, e é reconhecida nacionalmente por sua tradição boêmia e pelo protagonismo dos bares, restaurantes e espaços culturais. No entanto, segundo relatos de empresários e trabalhadores do setor, a escassez de transporte público após o horário comercial vem impactando diretamente a rotina de funcionários, o fluxo de clientes e a sustentabilidade financeira dos estabelecimentos.

    Atualmente, a cidade conta com 517 viagens entre meia-noite e 4h durante os dias úteis, número considerado insuficiente para atender a demanda da população, segundo levantamento da Abrasel-MG (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). Estudo encomendado pela entidade revela que 83% dos frequentadores e funcionários têm dificuldades de locomoção no período noturno, principalmente para voltar para casa ao fim do expediente ou após atividades de lazer.

    “Não existe cidade vibrante à noite sem transporte público funcionando. É urgente que Belo Horizonte se alinhe a outras capitais brasileiras que já oferecem redes de ônibus noturnos mais robustas. O setor de gastronomia, eventos e cultura noturna precisa de previsibilidade, segurança e mobilidade para continuar gerando emprego e renda”, afirma a vereadora Marcela Trópia.

    A audiência também pretende cobrar mais transparência e celeridade nos resultados da pesquisa lançada pela Prefeitura para mapear a demanda por transporte coletivo nas madrugadas. O levantamento foi anunciado no início de julho pelas secretarias municipais de Mobilidade (SUMOB) e Desenvolvimento Econômico (SMDE), mas ainda não teve seus resultados divulgados.

    Comparativo com outras capitais – O cenário em Belo Horizonte contrasta com o de cidades como São Paulo, que mantém uma rede noturna com 151 linhas operando da meia-noite às 4h, e Curitiba, que reforça suas linhas troncais nos fins de semana. Já em Recife, linhas específicas atendem diretamente o setor de eventos, com operação estendida durante a madrugada.

    Para o setor de bares e restaurantes de BH, a ausência de linhas noturnas fixas ou programas-piloto representa um entrave ao crescimento econômico. A falta de ônibus tem provocado alta rotatividade de funcionários, dificuldade de contratação e redução no faturamento, segundo empresários ouvidos pela comissão organizadora da audiência. Há ainda relatos frequentes de demissões motivadas por problemas de deslocamento.

    Entre as propostas que devem ser discutidas na audiência estão a criação de linhas noturnas em corredores estratégicos, especialmente em regiões com alta concentração de bares e empregos no turno da noite; a realização de projetos-piloto aos fins de semana; o estudo de modelos alternativos como mini-coletivos sob demanda; campanhas de conscientização para incentivo ao uso do transporte público; e a inclusão definitiva da mobilidade noturna no Plano Municipal de Mobilidade Urbana, com participação ativa do setor produtivo e das concessionárias na construção de soluções viáveis.


    Informações para a imprensa:
    Saulo Penaforte (31) 9 9683 5270

  • Triagem de recicláveis é retirada da Praça João Pessoa após ação da Prefeitura

    Remoção do material e realocação dos catadores ocorre após longa espera e cobranças por soluções definitivas

    A triagem improvisada de recicláveis que acontecia há meses na Praça João Pessoa, na Região Hospitalar de Belo Horizonte, foi finalmente interrompida neste sábado (19), após visita do prefeito Álvaro Damião ao local. O material que já estava separado foi encaminhado a uma cooperativa. Já o restante foi transferido para um galpão alugado pela Prefeitura na Rua Itambé, que passa a ser o novo ponto de apoio para os catadores.

    A vereadora Marcela Trópia (Novo), que desde 2023 lidera ações para solucionar o impasse envolvendo moradores, comerciantes e catadores da região, celebrou o avanço. “Foram meses de cobrança intensa. Visitamos a praça, ouvimos todos os lados, buscamos diálogo com o poder público e levamos o caso ao Ministério Público. A solução chegou, e é uma conquista para toda a cidade”, afirmou.

    Ao longo dos últimos dois anos, a vereadora promoveu visitas técnicas, enviou requerimentos e ofícios, participou de reuniões com cooperativas e denunciou reiteradamente as condições insalubres e o acúmulo de lixo no local. Além disso, protocolou uma Ação Popular no Tribunal de Justiça de Minas Gerais para cobrar providências imediatas por parte da Prefeitura.

    Com a retirada da triagem, a expectativa agora é de que a Praça João Pessoa possa passar por uma requalificação urbana, com reforço na segurança, instalação de lixeiras e melhorias na zeladoria da região.

    “Hoje foi um dia de conquista, mas a fiscalização continua. O poder público precisa dar respostas à altura da complexidade dos problemas urbanos no horizonte”, concluiu Marcela Trópia.

  • BH pode ter política pública para setor de games e eSports; conheça a proposta

    Iniciativa liderada por Marcela Trópia (Novo) mira fomento econômico, inclusão digital e uso pedagógico de jogos eletrônicos

    A Câmara Municipal de Belo Horizonte protocolou nesta segunda-feira (30) um Projeto de Lei (PL) que institui a Política Municipal de Fomento aos Jogos Eletrônicos e aos Esportes Eletrônicos (eSports) na capital mineira. De autoria da vereadora Marcela Trópia (Novo), a proposta visa transformar o setor de games em vetor estratégico de desenvolvimento econômico, educacional, social e cultural.

    O projeto define diretrizes para incentivar o ecossistema de games e eSports, reconhecendo o segmento como parte legítima da economia criativa. Entre os mecanismos previstos estão incentivos fiscais para desenvolvedores, apoio a eventos e competições, parcerias com instituições de ensino e ações de inclusão digital.

    “A indústria de jogos eletrônicos é uma das que mais crescem no mundo e Belo Horizonte não pode ficar para trás. Queremos construir um ambiente inovador, com oportunidades para jovens talentos, inclusão digital em territórios vulneráveis e valorização dos games como ferramenta de aprendizagem e expressão cultural”, afirmou Trópia.

    A proposta também abre espaço para o uso pedagógico dos jogos eletrônicos em escolas públicas e prevê campanhas de conscientização sobre o uso saudável das tecnologias. O texto menciona ações voltadas à saúde mental dos praticantes, ao enfrentamento do cyberbullying e à garantia de acessibilidade para pessoas com deficiência.

    Inspirado em iniciativas nacionais e internacionais, o projeto municipal dialoga com políticas recentes como a Lei Federal 14.852/2024, que instituiu o marco legal dos jogos eletrônicos no Brasil. Também se aproxima da estratégia do governo estadual, que lançou na última sexta-feira (27) o PlayMinas, programa que integra games, educação e empreendedorismo em diversas regiões de Minas Gerais.

    “A economia digital e a cultura gamer não são mais tendências: são realidades que já mobilizam milhões de pessoas, empregos e investimentos. Cabe ao poder público criar condições para que esse potencial gere impacto social positivo”, completou a vereadora.

    Além de Trópia, o projeto conta com a assinatura dos vereadores Cleiton Xavier, Edmar Branco, Helton Junior, Iza Lourença e Vile. O texto aguarda análise das comissões temáticas antes de seguir para votação em plenário.