Tag: ACMinas Jovem

  • Jantar Palestra da ACMinas reúne jovens empreendedores de BH

    Na quarta-feira, 26, a vereadora Marcela Trópia (NOVO), participou do Jantar Palestra da Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas Jovem). O evento reuniu os associados para uma palestra do presidente do ABC da Construção, Tiago Moura.

    O evento contou com a participação de Gustavo Figueroa, presidente do Conselho Empresarial Jovem da ACMinas, além dos associados e outros convidados da instituição.

    A ACMinas Jovem tem o propósito de incentivar o empreendedorismo jovem em Belo Horizonte. A associação busca a participação no meio empresarial, político, econômico e social, com o propósito de incentivar o crescimento de Minas Gerais.

    Marcela Trópia faz parte da instituição desde 2016 e esteve na diretoria do Conselho entre 2017 e 2020. Segundo a vereadora, foi uma experiência única que permitiu que ela conhecesse de perto os desafios de quem empreende em Belo Horizonte.

    “Eventos como esse são fundamentais na cidade para promover debates, discussões, negócios, parcerias e muitos aprendizados sobre o desenvolvimento no setor de comércio, que é o grande responsável pela geração de emprego e renda na cidade e no estado”, afirma Marcela Trópia.

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    Equipe Marcela Trópia

  • Construindo a democracia: 9 formas de participar da política

    Desde que me entendo por gente, eu faço política. E isso não significa só que eu já fazia campanha desde os 16 anos. Não! Fazer política é muito mais do que se envolver a cada dois ou quatro anos no processo eleitoral. É um processo diário, construído aos poucos e que demanda muito do nosso tempo e atenção.

    Fazer valer nosso papel dentro da sociedade já é fazer política. Exercer cidadania em cada ato das nossas vidas é o melhor jeito de dar os primeiros passos na política. E isso não é difícil. Eu fiz esse guia para falar mais sobre várias maneiras de você ser mais ativo  no mundo político.

    Eu comecei a exercer política porque queria fazer a diferença na vida das pessoas. Esse foi o caminho que encontrei para colocar em prática as boas ideias que sempre via ao meu redor. Na época de escola, fui presidente do Grêmio Estudantil. Foi quando aprendi na prática como a democracia exige que a gente saiba ouvir e aceitar as opiniões contrárias às nossas. Isso dá muito trabalho porque o consenso parece algo inatingível, mas saber dialogar é ponto mais importante de quem deseja construir uma trajetória na política.

    Como começar? Listei 9 formas de exercer a política em diferentes setores da sociedade. Com certeza, você pode encontrar a maneira que mais se identifica.

     

    Para os jovens

    Grêmio Estudantil

    Costuma funcionar de modo similar ao nosso sistema político. Os membros se elegem depois de votação democrática e precisam se organizar para defender os interesses dos outros alunos. É um bom ponto de partida para quem quer conhecer mais sobre eleições e se envolver com o tema. Também vai aprender na prática como pode ser difícil dialogar com várias pessoas que pensam diferente.

     

    Movimento estudantil universitário

    É uma das principais portas de entrada para grandes líderes políticos do mundo todo. Os movimentos estudantis costumam se organizar em torno de pautas que se identificam e que acreditam ser importantes dentro e fora do mundo acadêmico. É uma oportunidade defender os interesses em conjunto e exercer a política em grupo, concorrendo ou não com outros grupos do mesmo formato. Um dos exemplos é o Students for Liberty – movimento liberal que propaga as ideias da liberdade nas universidades.

     

    Mobilização local

    Associações de bairro

    Bairros, regiões e comunidades costumam se organizar em instituições independentes para tratar de temas locais. É um espaço de convivência e discussão sobre o ambiente comum aos moradores, para tratar dos interesses em conjunto dessas pessoas. É, inclusive, nessas associações em que surgem muitas das demandas que são levadas aos vereadores e discutidas nas sessões legislativas municipais.

     

    Conselhos temáticos da cidade

    Muitos municípios mantêm conselhos voltados para pautas específicas da gestão pública, como por exemplo: saúde, juventude, política urbana e educação. Esses órgãos são abertos para que qualquer cidadão possa contribuir e se integrar mais na política da cidade. Todos eles dependem muito da mobilização social e do envolvimento ativo de quem integra e precisa desses setores: há conferências, reuniões e regimentos para organizar a dinâmica de um conselho.

     

    Associação comercial

    São grupos de lojistas, empreendedores e interessados no crescimento da economia e prosperidade de seus negócios. Podem ser organizações de âmbito local, municipal, estadual ou federal. A proposta é dividir experiências de negócios, compartilhar serviços oferecidos pela associação e enfrentar juntos a burocracia que muitas vezes atrapalha o crescimento dos negócios. Há também oportunidades em programas de capacitação ao funcionário e ao empreendedor. Atualmente, faço parte da diretoria de integração no conselho empresarial de Jovens da ACMinas, a associação comercial de Belo Horizonte.

     

    Mobilização direta

     

    Filiação partidária

    Essa é maneira mais óbvia de se fazer política institucional. Filiar-se a um partido é comprovação de que você tem interesses em comum com a ideologia da legenda e pretende defendê-los na esfera pública. Para colaborar, não precisa necessariamente ser candidato nas eleições. Há uma série de demandas dentro e fora do processo eleitoral que você pode desempenhar, como participar de ações de formação política, promover debates, apoiar candidatos nas eleições, atuar nas esferas internas dos partidos, entre outros.

     

    Ouvidorias

    Os canais de comunicação de comunicação direta são espaços onde você pode denunciar ou fazer sugestões diretamente ao poder público. E isso também é fazer política, pois você estará exercendo ativamente seu papel de cidadão fiscalizador. Geralmente esses canais funcionam por telefones, aplicativos ou redes sociais.

     

    Sessões legislativas

    Saber o que está acontecendo dentro das casas legislativas deveria ser um dever de todo cidadão. É dessa maneira, inclusive, que você pode acompanhar e fiscalizar o trabalho de quem você votou na eleição. Para quem quer começar a entender mais sobre o debate político no dia-a-dia, essa é uma ótima maneira de começar. E não precisa nem sair de casa! Por lei, as câmaras legislativas devem manter canais de acesso ao cidadão. Pode ser por pela TV, rádio ou sites que mostrem as reuniões em tempo real, como por exemplo a TV Senado e a TV Câmara.

     

    Mobilização social

     

    Movimentos políticos

    Com o sistema partidário brasileiro cooptado por legendas que funcionam mais como um “cartório” do que partidos com ideias, propostas e ideologia, vários movimentos suprapartidários estão surgindo no Brasil e são ótimos espaços de debate de ideias. Essas instituições, como o movimento Livres, que defende a liberdade por inteiro e que faço parte, atuam como uma agremiação de pessoas vindas de diferentes regiões do Brasil e diversos partidos políticos (ou de nenhum deles) que trabalham pela mesma ideia.

     

    Plataforma Politize!

    Se você ainda não quer colocar a mão na massa, mas quer aprender mais sobre política, fique de olho em alguns portais especializados no assunto. Um dos que mais gosto e indico é o Politize!: uma ONG voltada para educação sobre política, valorizando a pluralidade de ideias e posições. A plataforma oferece conteúdos em diferentes formatos: áudio, vídeo e texto para formação de uma cidadão consciente.

     

    Dentro de todas essas instituições existem várias formas de participação. Se você propõe debates saudáveis com sua família, apoia candidatos em períodos eleitorais ou até mesmo se mobiliza para cuidar do seu bairro, você já está fazendo política. No fim, o mais importante é todos fazermos nosso papel de cidadão. Acredite, são pequenas ações que fazem parte do quanto você pode ou não ser ativo na política. Valorize o sua função na sociedade e na defesa daquilo que você acredita!

  • O que as crises que vivemos no Brasil têm a nos ensinar?

    Desde que entramos em isolamento social, o país encara três crises: a sanitária do coronavírus, a crise política e a agora a intensificada crise econômica. As necessárias decisões de governos pela quarentena nos obrigaram a adequar nossas vidas e também forçaram os empreendedores a reinventarem seus negócios. Mesmo em um cenário otimista, as mudanças provocadas pela pandemia nos levarão para um “novo normal”. 

    Em Belo Horizonte, estamos perto de completar 70 dias em casa. Alguns setores econômicos foram mais fortemente impactados, mas, via de regra, a maior parte dos negócios já enfrentava recessão. Nas últimas semanas, venho conversando com diversos empreendedores, de BH e do Brasil, para ouvir sobre como eles têm enfrentado esse cenário. É claro que os desafios são enormes e queda de receita é um grave problema, mas há quem tenha conseguido levantar grandes aprendizados.

    Um dos segmentos que sofreu forte impacto nos primeiros dias do isolamento social foi o dos bares e restaurantes. Obrigados a encerrar o atendimento presencial, muitos não trabalhavam com delivery. Este era o caso do Kanpai, restaurante do Guilherme Xavier, membro da diretoria da ACMinas Jovem, que conseguiu se adaptar rapidamente para oferecer o serviço de entrega e fez com que essas vendas crescessem em 600%. 

    Mas o Kanpai só teve sucesso porque conseguiu dar um passo importante: se antecipar e planejar. Mesmo antes do primeiro caso de coronavírus ser confirmado no Brasil, o restaurante já observava a possível crise que vinha da China. Logo que o isolamento se tornou realidade, Guilherme separou o time em comitês e juntos criaram soluções. O setor de recursos humanos, por exemplo, cuidou de checar a situação de cada colaborador, mandar para casa quem fazia parte do grupo de risco e garantir a segurança de quem fosse trabalhar presencialmente.

    Diferente do setor de serviços alimentícios, outros segmentos considerados não essenciais possuem uma demanda não recuperável. É o caso dos eventos – todos até junho foram cancelados. Preocupada com o assunto, fui conversar com o Gabriel Benarrós, fundador da Ingresse, a startup que hoje está entre as três principais empresas de venda de ingressos do Brasil. 

    Ele já estava ciente de que, mesmo com a flexibilização, as aglomerações ficariam limitadas por um bom tempo. Há de se destacar que, neste setor, não são só as ticketerias as impactadas. Cada evento é composto por uma cadeia gigantesca de fornecedores, patrocinadores, freelancers. O primeiro passo que a Ingresse deu para enfrentar a crise foi alinhar a atitude de todo o time. O foco agora é em adaptar ao cenário de incertezas, aproveitar as oportunidades e principalmente evitar tomar decisões precipitadas.

    Uma das ideias foi aprimorar a plataforma da empresa, usando o pitstop forçado para fazer todas as melhorias já planejadas. Outra parte da equipe está olhando para o futuro dos eventos híbridos, em que é possível participar tanto presencial quanto virtualmente. Os eventos completamente virtuais também já são realidade com as lives sertanejas e a empresa está de olho na oportunidade de negócio. 

    Os desafios econômicos provocados pelo coronavírus precisam ser encarados com a gravidade necessária. Em ambos os casos que trouxe, é possível destacar o papel da criatividade do empreendedor brasileiro, que naturalmente já precisa lidar com os obstáculos que a burocracia do país já impõe. Mas também revelam uma importante discussão sobre a resiliência do setor empresarial. Em muitas das conversas que tive, ouvi sobre empresas que não possuíam caixa nem mesmo para sobreviver a um mês de crise e tiveram que optar por decisões drásticas como a demissão em massa.

    Para todos casos, a palavra de ordem é resiliência, pois a única certeza que temos é a de que outras crises virão. A mentalidade previdente deve ser a dominante: o cidadão, na sua individualidade, precisa saber se prevenir. Os empreendedores precisam fortalecer seu negócios para que absorvam menos o impacto das crises e saiam mais rápido, em crescimento, se possível. O Estado, por sua vez, deve ser mais responsável com seu regime fiscal para ter caixa disponível na hora das emergências. E, o mais importante, deve eliminar as amarras sobre os indivíduos e sobre o próprio mercado, que acabam prejudicando o crescimento econômico, a geração de renda e desestimulam a mentalidade previdente. Só assim estaremos mais fortes para enfrentar os próximos abalos e sairmos mais rapidamente das futuras crises que, certamente, virão.