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  • Projeto de lei busca destravar uso de imóveis tombados em BH após debate reacendido por caso na Rua da Bahia

    Proposta da vereadora Marcela Trópia aposta em regras mais claras, prazos e segurança jurídica para estimular investimentos e evitar abandono do patrimônio histórico da capital

    O episódio envolvendo a intervenção não autorizada em um casarão tombado na Rua da Bahia, onde funciona o Café Cultura Bar, reacendeu em Belo Horizonte um debate antigo e ainda mal resolvido sobre o destino de imóveis históricos protegidos pela legislação municipal. O caso, que ganhou repercussão após a pintura da fachada sem autorização da Prefeitura, evidenciou um problema estrutural da política de preservação da capital mineira, a dificuldade de conciliar proteção do patrimônio com uso efetivo, econômico e social desses bens.

    A partir desse debate, a vereadora Marcela Trópia (Novo) protocolou um projeto de lei que propõe atualizar e complementar o marco legal de proteção do patrimônio cultural do município, em vigor desde 1984. A iniciativa não altera critérios de tombamento nem reduz o nível de proteção dos imóveis históricos, mas pretende mudar a forma como o poder público analisa, autoriza e fiscaliza intervenções nesses bens, buscando mais previsibilidade, celeridade e segurança jurídica.

    “O caso da Rua da Bahia não é um ponto fora da curva. Ele apenas expôs para toda a cidade um sistema que não funciona bem na prática”, afirma a vereadora. “Hoje, muitos imóveis tombados acabam abandonados porque o proprietário não consegue sequer fazer intervenções básicas sem enfrentar processos longos, subjetivos e inseguros.”

    Dados de estudos acadêmicos e diagnósticos urbanos reforçam esse cenário. Levantamentos realizados por pesquisadores da UFMG e de centros especializados em política urbana indicam que centenas de imóveis tombados ou protegidos por diretrizes especiais em Belo Horizonte permanecem fechados, subutilizados ou sem função definida, especialmente no hipercentro e em bairros históricos como Floresta, Lagoinha e Barro Preto. Em muitos casos, a vacância se prolonga por décadas, contribuindo para a degradação física dos edifícios e para a perda de vitalidade urbana em seu entorno.

    Especialistas apontam que um dos principais entraves está no modelo atual de gestão do patrimônio cultural, marcado por procedimentos lentos, ausência de prazos definidos e alto grau de subjetividade técnica. Proprietários relatam que intervenções simples, como pintura de fachada, reparos estruturais ou adequações de acessibilidade, podem levar meses ou anos para serem analisadas, com risco constante de indeferimento sem justificativa técnica clara. O resultado é a retração de investimentos e, em muitos casos, o abandono progressivo do imóvel.

    O projeto apresentado por Marcela Trópia busca enfrentar esses gargalos ao estabelecer critérios objetivos para classificar intervenções em bens tombados, diferenciando manutenção ordinária, intervenções de impacto controlado e obras estruturais relevantes. A proposta cria procedimentos simplificados para intervenções de menor impacto, fixa prazos máximos de análise e prevê a aplicação da aprovação tácita quando o poder público não se manifesta dentro do prazo legal, desde que respeitados os elementos essenciais do patrimônio.

    Outro ponto central do texto é a exigência de motivação técnica explícita nas decisões administrativas, com demonstração clara do nexo entre a intervenção solicitada e eventual risco ao valor histórico do bem. A proposta também incorpora princípios da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, obrigando a administração a considerar as consequências práticas de suas decisões, inclusive o risco de inviabilização econômica, abandono e degradação do imóvel protegido.

    Para a vereadora, o modelo atual acaba produzindo um efeito contrário ao objetivo da preservação. “Negar intervenções sem avaliar o impacto real dessa decisão sobre o uso do imóvel pode parecer proteção, mas muitas vezes acelera o abandono”, diz. “Preservar patrimônio não é congelar a cidade. Um imóvel histórico ocupado, usado e economicamente viável é muito mais preservado do que um prédio fechado e deteriorando.”

    Urbanistas avaliam que a proposta dialoga com experiências adotadas em outras capitais brasileiras e em cidades internacionais, onde a preservação passou a ser associada à ocupação ativa, ao uso misto e à integração dos bens históricos à dinâmica econômica e cultural contemporânea. Nesse modelo, a função social do imóvel é vista como instrumento central de conservação de longo prazo.

    O projeto também se conecta a outras iniciativas da vereadora voltadas à revitalização urbana em Belo Horizonte, como políticas de incentivo à recuperação de áreas degradadas e de estímulo à cooperação entre poder público e iniciativa privada. A expectativa é que a atualização do marco legal ajude a destravar projetos represados e a reduzir o estoque de imóveis históricos ociosos na capital.

    No caso do casarão da Rua da Bahia, o episódio funcionou como catalisador de um debate que vinha se acumulando há anos. Para Marcela Trópia, o desafio agora é transformar essa discussão em política pública efetiva. “Belo Horizonte tem um patrimônio arquitetônico riquíssimo, mas ele só vai sobreviver se fizer parte da vida da cidade”, afirma. “Nosso objetivo é criar regras claras para que preservar seja viável, responsável e sustentável, e não um caminho que leve ao abandono.”

  • Vereadora de BH visita instituições em Ibirité e discute fortalecimento de políticas de inclusão e primeira infância

    Agenda inclui encontros com entidades sociais e lideranças locais para troca de experiências e avaliação de políticas metropolitanas

    A vereadora Marcela Trópia (Novo), de Belo Horizonte, cumpre nesta quarta-feira (3/12) uma agenda em Ibirité voltada à aproximação com iniciativas da área social e ao diálogo com lideranças locais. A programação inclui visitas à Associação Mundo Singular, entidade que atua no acolhimento de famílias de pessoas com autismo, e à Creche Vovó Nana, além de um encontro com representantes do Novo no município.

    A ida à Mundo Singular, marcada para 16h30, tem como objetivo conhecer o modelo de atendimento multidisciplinar oferecido pela instituição e ouvir as principais demandas enfrentadas no cuidado a crianças e jovens com TEA. Para Marcela, compreender essas realidades é fundamental para aprimorar políticas públicas de inclusão. “Experiências bem-sucedidas mostram que a eficiência das políticas para pessoas com autismo passa pelo apoio às famílias, por gestão qualificada e parcerias que realmente funcionam. Olhar para isso de perto ajuda a orientar soluções mais práticas e menos burocráticas”, afirma.

    Às 17h45, a vereadora visita a Creche Vovó Nana para avaliar a estrutura e os desafios relacionados à primeira infância – etapa que, segundo especialistas, exige investimentos contínuos, boa gestão e uso responsável dos recursos públicos. A intenção é ouvir a direção e entender como o município tem lidado com a demanda crescente por vagas.

    A agenda se encerra às 19h, em reunião com lideranças do Novo de Ibirité. O encontro será marcado pela apresentação do trabalho que Marcela desempenha na Câmara de Belo Horizonte, em pautas como modernização da administração pública, transparência e incentivo à livre iniciativa, além da troca de experiências sobre desafios comuns às cidades da Região Metropolitana.

    A vereadora afirma que aproximar Belo Horizonte das cidades vizinhas é fundamental para enfrentar problemas compartilhados, especialmente em áreas como assistência social, mobilidade e desenvolvimento urbano. “Muitos desafios são metropolitanos e exigem cooperação. Entender o que funciona em Ibirité e compartilhar o que tem avançado em BH é útil para todos”, diz.

  • Marcela Trópia participa do ‘Vetor Norte Summit’ em Lagoa Santa e defende ambientes favoráveis à inovação e às startups

    Vereadora de Belo Horizonte palestrou no evento e abordou o Marco das Startups e o papel das cidades no estímulo ao empreendedorismo e à transformação digital.

    A vereadora de Belo Horizonte Marcela Trópia (Novo) participou, nesta quinta-feira (13), do Vetor Norte Summit, evento que reúne empreendedores, investidores e gestores públicos em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela foi uma das palestrantes do painel “Inovação, Tecnologia e Marco das Startups”, que integrou a programação da primeira edição do encontro, realizado no Mercadão de Lagoa Santa.

    Durante a participação, Marcela destacou a importância de políticas públicas que estimulem o desenvolvimento do ecossistema de inovação em Minas Gerais e a criação de ambientes regulatórios mais favoráveis ao empreendedorismo. A vereadora é autora de projetos que tratam da desburocratização de processos e do fortalecimento das startups como vetores de desenvolvimento econômico e geração de emprego.

    “O marco legal das startups é um avanço importante, mas ainda há muito espaço para que os municípios modernizem suas legislações e se tornem parceiros do empreendedor. O poder público precisa criar pontes, e não barreiras, para quem quer inovar e gerar oportunidades”, afirma Trópia.

    Com o tema central voltado à tecnologia, inovação e empreendedorismo, o Vetor Norte Summit reune cerca de 5 mil participantes nos dias 13 e 14 de novembro, em Lagoa Santa. A programação inclui mais de 40 horas de palestras, painéis e workshops sobre inteligência artificial, transformação digital, governança e desenvolvimento regional, com presença de nomes de destaque no setor público e privado.

    Segundo os organizadores, o objetivo é posicionar o Vetor Norte – que abrange municípios como Lagoa Santa, Vespasiano e Pedro Leopoldo – como um polo estratégico de inovação na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O evento tem apoio de entidades como o Saint Lake Valley e o Órbi Conecta.

    Para Marcela Trópia, aproximar o debate sobre tecnologia da agenda pública é essencial para impulsionar o desenvolvimento local. “A inovação é um instrumento de transformação econômica e social. É por meio dela que as cidades podem crescer com eficiência, gerar emprego e atrair novos investimentos”, ressalta a vereadora.

  • Marcela Trópia fala sobre empreendedorismo e liderança para jovens na Cidade dos Meninos, em Ribeirão das Neves

    Palestra integra agenda voltada à formação de novas lideranças e à educação empreendedora na Região Metropolitana de BH

    A vereadora de Belo Horizonte, Marcela Trópia (Novo), participa nesta quarta-feira (12), de uma palestra na Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O encontro será voltado a jovens em formação e abordará temas como empreendedorismo, protagonismo juvenil e liderança, reforçando o compromisso da parlamentar com o desenvolvimento de novas gerações e a construção de oportunidades no ambiente educacional.

    Com cerca de 540 mil metros quadrados de área, a Cidade dos Meninos é uma das maiores instituições socioeducativas do estado, referência no atendimento a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Ali, os estudantes recebem formação integral – com moradia, alimentação, oficinas profissionalizantes e atividades esportivas -, o que torna o espaço um terreno fértil para o diálogo sobre autonomia, inovação e empregabilidade.

    Marcela Trópia, que tem formação em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro e pós-graduação em Liderança e Gestão Pública pelo Centro de Liderança Pública (SP) – com módulo na Universidade de Oxford -, tem se destacado na Câmara Municipal por iniciativas que incentivam a juventude, a inovação e o empreendedorismo. É autora do Programa de Liderança para Jovens, que já formou mais de 200 participantes de mais de 50 cidades mineiras, com capacitação gratuita e apartidária sobre liderança ética e gestão pública.

    Além disso, Marcela é autora do Projeto de Lei 383/2025, recentemente aprovado em segundo turno, que institui a Política Municipal de Fomento aos Jogos Eletrônicos e aos Esportes Eletrônicos (eSports). A proposta reconhece o potencial econômico e criativo desse setor, que movimenta principalmente o público jovem, e tem como objetivo criar um ambiente mais favorável para a inovação e a economia digital em Belo Horizonte.

    A vereadora também foi responsável por audiências públicas voltadas à inserção produtiva de jovens e à criação de ecossistemas de inovação, como o Marco Municipal das Startups, além de manter diálogo constante com entidades de formação profissional.

    “O maior capital que uma cidade pode ter é o talento dos seus jovens. Acredito que o poder público deve ser um facilitador, criando caminhos para que eles possam empreender, inovar e liderar com propósito. É isso que buscamos com programas de formação e com políticas que estimulam o protagonismo juvenil”, afirma Marcela Trópia.

    Segundo dados da Fundação João Pinheiro, a Região Metropolitana de Belo Horizonte concentra mais de 1,3 milhão de pessoas entre 15 e 29 anos, faixa etária que representa uma das mais afetadas pelo desemprego e pela informalidade. Em cidades como Ribeirão das Neves, o desafio é ainda maior. Mais de 40% dos jovens enfrentam dificuldades para ingressar no mercado formal de trabalho, de acordo com o IBGE.

    É nesse contexto que iniciativas voltadas à educação empreendedora e à formação de lideranças ganham relevância. A palestra de Marcela Trópia, na Cidade dos Meninos, busca inspirar jovens a transformarem suas realidades por meio do protagonismo e da visão de futuro.

    A atividade integra uma série de encontros e palestras que Marcela tem realizado em instituições de ensino e formação profissional da Região Metropolitana, com foco em fortalecer a cultura empreendedora entre os jovens mineiros e aproximar a política de temas ligados à inovação, à educação e ao trabalho.

  • Câmara de BH aprova em segundo turno projeto de lei que incentiva jogos eletrônicos e eSports

    PL 383/2025, de autoria da vereadora Marcela Trópia, consolida Belo Horizonte como polo de inovação, tecnologia e economia criativa, com potencial para gerar empregos e fomentar o setor de cultura digital na cidade

    A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou nesta segunda-feira (10) em segundo turno o Projeto de Lei nº 383/2025, de autoria da vereadora Marcela Trópia (Novo), que institui a política municipal de fomento aos jogos eletrônicos e aos esportes eletrônicos (eSports) na capital. Com a aprovação, o texto segue agora para sanção do prefeito, etapa que tornará a legislação vigente e permitirá sua implementação pelo Executivo municipal.

    O projeto reconhece os jogos eletrônicos como um vetor estratégico de desenvolvimento econômico, social, cultural e educacional para Belo Horizonte. Entre seus objetivos estão a criação de incentivos para empresas desenvolvedoras de jogos, apoio a eventos e competições, promoção de formação técnica e profissional, além da inclusão digital e social de jovens e pessoas com deficiência.

    A vereadora Marcela Trópia celebrou a aprovação do projeto e destacou a relevância econômica do setor. “Hoje consolidamos um marco para a inovação e a economia criativa em Belo Horizonte. Os jogos eletrônicos e os eSports não são apenas lazer, mas um motor de emprego, tecnologia, cultura digital e oportunidades para nossa juventude. Este projeto abre caminho para que startups, desenvolvedores e empresas possam investir e crescer na cidade, gerando empregos e fortalecendo nossa economia de forma sustentável e moderna”, afirmou Trópia.

    A parlamentar reforçou ainda a importância do setor como instrumento de desenvolvimento estratégico:

    “Queremos que Belo Horizonte se torne referência nacional em tecnologia e economia criativa, fomentando um ecossistema que une educação, cultura digital e mercado de trabalho. A aprovação do PL 383/2025 é um passo decisivo para transformar oportunidades em resultados concretos para a cidade”, acrescentou.

    O PL define jogos eletrônicos como programas de computador em diversas plataformas e os eSports como competições digitais, estabelecendo diretrizes que incluem ética, diversidade, acessibilidade e bem-estar no uso da tecnologia. A regulamentação do projeto, que será definida pelo Executivo municipal após sanção, detalhará critérios de incentivos, parcerias com universidades e escolas técnicas, e criação de polos de excelência para o setor.

    Especialistas apontam que a aprovação do PL abre um horizonte promissor para o mercado de jogos eletrônicos e eSports em Belo Horizonte, contribuindo para geração de empregos qualificados, atração de investimentos e consolidação da cidade como polo de inovação tecnológica no país.

    Com a aprovação em segundo turno, o PL 383/2025 segue agora para sanção do prefeito, etapa que tornará a lei vigente e permitirá a implementação das ações previstas, como incentivos a empresas de jogos eletrônicos, eventos e formação de profissionais para o setor.