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  • O pai ausente do transporte público em Belo Horizonte

    Você já deve ter ouvido o caso do pai ausente. Culpado por não participar da criação do filho, ele tenta compensar com presentes e dinheiro. Foi o que fez o ex-prefeito Alexandre Kalil, que depois de 5 anos de mandato sem resolver nada do transporte público em Belo Horizonte, decidiu dar R$ 220 milhões às empresas de ônibus.

    Um repasse ilegal e mal explicado, feito durante a pandemia, e que só postergou o colapso dos ônibus que vivemos hoje.

    É preciso mudar a estrutura 

    Não é segredo para ninguém que o sistema de transporte coletivo de BH está em frangalhos. Mas os problemas, apesar de agravados pela pandemia, não surgiram ontem. A cada nova eleição, candidatos prometem resolver, mas se esquecem logo depois que sai a lista dos eleitos. Quando lembram, optam pela solução mais cômoda, que é injetar mais dinheiro público em um sistema ruim por natureza.

    É nesse contexto que se encontra a atual proposta do subsídio temporário de R$ 237 milhões para empresas de ônibus em BH. O subsídio vai aplacar o cenário de superlotação, de diminuição da quantidade e de péssima qualidade dos veículos, mas não resolve o problema a longo prazo.

    Leia também: Mobilidade no mandato da vereadora Marcela Trópia

    Subsídio não salva um sistema falido

    No modelo de concessões, a empresa de ônibus é remunerada apenas pelas passagens vendidas (Lei Federal nº 8.987/95). A realidade é prova de que essa única fonte de receita não é suficiente para custear todo o sistema: combustível, salário dos motoristas, manutenção ou troca dos veículos e etc.

    Ou seja, como tudo no sistema precisa ser custeado somente com o valor pago pelos passageiros, a tarifa segue cara mesmo com ônibus lotados. Por isso, a lógica também desincentiva qualquer investimento em modernização, afinal, ninguém quer pagar mais caro na passagem.

    Em outras palavras, criar subsídio é continuar fazendo o cidadão pagar sozinho (e duas vezes), além de abrir margem para que as empresas se tornem dependentes de repasses cada vez maiores da Prefeitura. A única saída sustentável é criar fontes alternativas de receita que não sejam dinheiro público.

    Para isso, precisamos começar a debater alternativas que envolvam mais inovação e criatividade. Eu apresento aqui três práticas simples e já testadas em outras cidades e até fora do Brasil, que podem equilibrar o sistema sem dar mais dinheiro público às empresas de ônibus e sem sobrecarregar ainda mais o passageiro e o cidadão pagador de impostos.

    Marcela Trópia: Por que inovação no setor de transportes assusta tanto?

    Busdoor ou publicidade em ônibus

    Lembra daquela imagem dos tradicionais ônibus vermelhos de Londres, plotados com campanhas do novo lançamento da Netflix? É possível aumentar as receitas das empresas de ônibus com venda de espaços para campanhas publicitárias no interior e na parte externa dos veículos.

    Belo Horizonte possui cerca de 2.700 ônibus circulando diariamente pela cidade. Cada veículo pode ser utilizado como canal de propaganda, usando monitores na parte interna (mídia indoor) ou colocando anúncio nas laterais externas e na traseira do veículo (busdoor).


    Concessão de Direito Real de uso no transporte público em Belo Horizonte

    Belo Horizonte possui sete estações de integração de linhas de ônibus/metrô, com um bom potencial de arrecadação. As referidas estações poderiam, a exemplo recente do Ginásio do Mineirinho, serem concedidas para a exploração econômica pela iniciativa privada.

    Aluguel de lojas e realização de eventos culturais são exemplos de como as estações podem se transformar em fontes de receita alternativa para o custeio do serviço público.

    Naming rights das estações

    Naming Rights é um contrato por meio do qual empresas compram ou alugam o nome de algum estabelecimento. Isso significa que as estações de ônibus podem ser batizadas com o nome de uma empresa ou de algum produto relacionado a ela.

    Esta forma de exploração de marketing não é novidade mundo afora, utilizada em estádios de futebol, teatros, museus e estações de metrô.

    Descaso do ex-prefeito com o transporte público em Belo Horizonte

    Ao decidir repassar ilegalmente R$ 220 milhões às empresas de ônibus em 2020, Kalil apenas empurrou com a barriga o caos no sistema de transporte. De fato, a medida ao melhor estilo “pai ausente” nos levou a um beco sem saída, em que não se vê outra alternativa a não ser um subsídio emergencial e temporário.

    No entanto, sabemos que injetar dinheiro público sem consertar o sistema não vai resolver a mobilidade em BH. O urbanista Jaime Lerner disse que “se você quer criatividade, corte um zero do orçamento. Se você quer sustentabilidade, corte dois zeros“. A mensagem é poderosa.

    Por certo, que saibamos aproveitar esse novo fôlego para revisar de uma vez por todas nosso sistema de transporte coletivo, sob pena de, daqui um ano, estarmos discutindo um novo subsídio. Eu não quero um subsídio eterno para minha cidade. Quebrar esse ciclo vicioso da tarifa e inovar será difícil, mas não impossível.

    Acima de tudo, confio na nova gestão da Prefeitura de Belo Horizonte para conduzir esse trabalho junto à Câmara Municipal e demais partes envolvidas nessa política pública.

    Leia também: Monopólios do transporte: por que ainda insistimos nesse modelo tão ineficiente?

  • Marcela Trópia realiza audiência pública sobre saúde mental de estudantes em BH

    A vereadora Marcela Trópia organizou no dia 12 de maio uma audiência pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte. A preocupação com os efeitos negativos da pandemia na saúde mental dos alunos da rede municipal, motivou a vereadora a chamar o evento.

    Além da audiência, a vereadora também fez um requerimento para a Prefeitura esclarecer sobre a disponibilidade de psicólogos para as escolas municipais.

    “Depressão, ansiedade, medo… Esses são apenas alguns dos vários problemas que tenho ouvido de diversas famílias e professores. Se antes da pandemia, situações como essa já eram frequentes, o desafio agora é ainda maior”, afirma Marcela.

    Representantes do setor público e especialistas discutiram sobre como é possível enfrentar esses desafios.

    Preocupada com essa pauta, Trópia lançou um e-book com 5 razões para falar sobre saúde mental nas escolas. O leitor que se interessar pode acessar o material por aqui.

     

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    Equipe Marcela Trópia

  • Bancada do NOVO fiscaliza obras no bairro São Gabriel

    Na quinta-feira, dia 05 de maio, a bancada do NOVO em BH fez uma visita técnica para fiscalizar as obras que estão sendo realizadas próximo à Estação São Gabriel para reduzir os problemas causados pelas inundações no local. O pedido foi feito pela Comissão Especial de Estudo – Drenagem Urbana.

    A obra inclui a implantação de um canal paralelo à canalização atual para diminuir o escoamento de água em direção à Av. Cristiano Machado e diminuir os problemas causados pelas fortes chuvas.

    Além disso, a vereadora Marcela Trópia relata que tem recebido muitas mensagens de pessoas reclamando do trânsito e da falta de segurança na região.

    A visita técnica foi acompanhada por representantes da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) e da Companhia Urbanizadora de Habitação de Belo Horizonte (Urbel).

    Veja o vídeo da visita.

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    Equipe Marcela Trópia

  • “A Chave”: confira a nova newsletter da vereadora Marcela Trópia

    Lembra das vezes que você senta na mesa de bar com seus amigos e surge aquele papo de política que ninguém sabe direito do que está falando?

    Ou mesmo no grupo de WhatsApp da sua família, quando um parente compartilha uma notícia que, no fim das contas, não passava de uma fake news?

    Pois é… Não dá para acompanhar os principais assuntos do dia a dia desse jeito. É como tentar enxergar o que tem dentro de uma casa olhando através da fechadura.

    Como podemos resolver isso? Abrindo a porta.

    E pra fazer isso, quero te apresentar: a CHAVE 🔑, nossa nova newsletter!

    Além de falar sobre as principais ações do mandato, quero te dar a CHAVE para entender melhor aqueles temas complexos que costumam gerar dúvidas e inseguranças.

    Para receber a CHAVE, é só se inscrever gratuitamente clicando aqui.

  • Juventude do NOVO promove debate sobre guerra às drogas em BH

    A “Sociedade de Debates” é uma iniciativa da Juventude do NOVO em Minas Gerais para formar e capacitar jovens que estão envolvidos na política.

    O encontro da última quarta (27/04) tratou sobre a guerra às drogas e seu impacto no Brasil e no mundo. As vereadoras Marcela Trópia, Fernanda Pereira Altoé e o deputado estadual Guilherme da Cunha participaram da programação como jurados.

    “Fiquei muito feliz de participar da Sociedade de Debates que é um projeto idealizado pelo Pedro Senna, um dos líderes da 1ª turma do Programa de Liderança. Lembro quando ele apresentou essa ideia na mentoria que tivemos e de como eu o apoiei 100% para tirá-la do papel”, afirma a vereadora Marcela Trópia.

    O evento aconteceu no The One Business, localizado na Av. Raja Gabáglia, 1143.

     

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    Equipe Marcela Trópia